quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dicas para fazer textura em parede.


A texturização em paredes está se tornando cada vez mais comuns, além de bonitas, criativas, fáceis de fazer, elas são também baratas.
A textura oferece diversas opções de combinação, sem contar que “cai bem” com qualquer ambiente, desde um quarto até uma parede de escola.
É muito comum entrarmos em uma casa e depararmos com uma ou duas paredes com textura, mas para quem não quer todas as paredes com esse efeito existe a opção de trabalhar apenas uma parede da sala, do quarto. Você pode fazer a textura do jeito que quiser, na cor que quiser, e no formato que quiser, basta usar a imaginação.
Para quem pensa que é um bicho de sete cabeças fazer a texturização, está muito enganado. As ferramentas usadas são facilmente encontradas nas lojas de material para construção ou tintas.
Se você não dispões de dinheiro para contratar um profissional para fazer a textura da sua parede, você mesmo pode comprar o material e fazer o trabalho. Aqui você vai encontrar o passo a passo para fazer textura em paredes.
textura2 Passo a Passo para Fazer Textura em Paredes
A textura destaca o ambiente

Passo a passo da textura:

1 – Remova as partes soltas ou mal aderidas da parede, lixando e escovando a superfície;
2 – Após lixar, elimine o pó com pano levemente umedecido. Em seguida aplique uma demão de Eucatex Fundo Preparador de Paredes;
3 – Aplique o Eucatex Acrílica Riscadas em áreas de aproximadamente 2 metros quadrados, com uma desempenadeira de aço.
Deixe uma camada uniforme de textura;
4 – Para criar o efeito riscado da textura, use uma empenadeira de plástico, fazendo alguns movimentos horizontais e verticais;
5 – Após secar totalmente a textura, o que demora, em média, 24 horas, a superfície estará pronta para receber uma demão de Eucatex Gel Envelhecedor diluída em água, conforme recomendação da embalagem;
6 – Para aplicar o gel faça faixas de 40 cm, utilizando um rolo de lã.
Observação: não aplique em faixas maiores para evitar que a secagem dificulte a criação do efeito desejado;
7 – Com um tecido umedecido e limpo, retire o excesso de gel, deixando as depressões com maior quantidade de produto.
Use tecidos de algodão, pois eles soltam menos pêlo;
8 – O excesso de texturas em todas as paredes internas deixa o ambiente sem equilíbrio.
Escolha uma ou duas paredes para aplicar a textura e nas demais utilize um acabamento sofisticado e elegante.
Agora que você já sabe o que precisa para fazer a textura de suas paredes, mãos a massa.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Reboco de parede


 

Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma superfície que permita receber o revestimento decorativo ou que se constitua no acabamento final.
O reboco (acredita-se que do árabe “rabuq”) é um tipo de argamassa com que se alisam as paredes, preparando-a para receber a cal ou a pintura.
Em cerâmica, também denomina a substância com que se reveste o interior de um vaso, impermeabilizando-o.
Mais recentemente, os revestimentos exteriores dos edifícios têm sido objecto de grandes inovações.
Entre elas existe o reboco térmico pelo exterior que visa eliminar as pontes térmicas formadas pela existências dos elementos estruturais, tais como pilares e vigas.
O reboco dá proteção externa às paredes, sejam elas de que material forem – tijolo comum, tijolo furado, bloco de concreto, etc – evitando infiltrações da chuva que porventura possam vir a prejudicar a vida útil do material e o aparecimento de mofo por exemplo.

Caraceristicas

O reboco, ou emboço como preferem alguns, é o revestimento que irá determinar o acabamento de uma obra.
Os rebocos só deverão ser executados depois da colocação de peitoris e caixões de portas e janelas.
A espessura do reboco não deve ultrapassar a 10 mm.
Deverá ser executado com argamassa 1:2:6 cimento, caulim e areia fina, devidamente camurçado.

Por que toda essa importância dada ao reboco?

Porque é ele quem esconde todos os defeitos (erros) que comumente aparecem no levantamento das alvenarias.
Experiências mostram que o traço (receita) mais indicado para rebocos externos e/ou internos é 1:2:9 (cimento:cal: areia média lavada) + aditivo impermeabilizante no caso das paredes externas.
Recomenda-se que o primeiro item a ser levado em conta, não seja o preço mas sim a origem e qualidade da areia.
Não devemos esquecer que o barato sai caro, principalmente na questão dos rebocos. Quem já teve que refazer rebocos por causa desses defeitos, sabe muito bem o transtorno que é. E quanto custa.
Ele serve também para dar proteção externa às paredes, sejam elas de que material forem – tijolo comum, tijolo furado, bloco de concreto, etc – evitando infiltrações da chuva que porventura possam vir a prejudicar a vida útil do material e mesmo prejudicar a saúde do morador.
Em virtude disso é muito importante dar o devido cuidado à execução do reboco. Principalmente na dosagem dos aglomerantes (cimento e/ou cal) e na qualidade dos aglomerados (areia em suas diversas granulometrias).
Um reboco com muito cimento, é um reboco muito rígido, pouco flexível, pouco elástico o que pode vir a causar micro fissuras, dando o aspecto de mapas. É preciso saber dosá-lo para evitar essa patologia.
Se o reboco tem pouca cal também pode apresentar o mesmo tipo de patologia acima descrita. Daí a necessidade de saber combiná-la adequadamente com o cimento.
A areia usada também influencia na resistência e no aspecto final do reboco. É preciso tomar muito cuidado com as areias saibrosas, que provocam o mesmo tipo de patologia: fissuras do tipo mapas com posterior desagregação da massa. Mas não devemos descuidar-nos das areias lavadas, pois elas necessitam de algum material (aglomerante) que lhes dê suficiente liga a fim de que possam ser utilizadas sem nenhum inconveniente.
Outro item importante é o aditivo utilizado para evitar a penetração da água da chuva, ou seja, o impermeabilizante indicado para essa função.
Esta questão nem sempre é levada a sério e a conseqüência imediata é o aparecimento de manchas de umidade internamente e desagregação do reboco externamente.

Revestimento completo

O revestimento de uma parede é constituído por três camadas (chapisco, emboço e reboco).
- O chapisco é necessário para promover a aderência do emboço, evitando que o mesmo se solte.
- O emboço é a camada de regularização da superfície, não devendo ser superior a 2cm.
- O reboco tem pequena espessura, sendo uma camada fina que serve para preparar a superfície par receber o acabamento final, lixamento, tinta base e pintura.
O chapisco serve neste caso para promover uma melhor ligação entre as partes e evitar o descolamento.
Quanto maior for o contato das argamassas com o substrato de superfície rugosa, melhor será a ancoragem, e portanto, uma boa resistência de aderencia.

Pintura sobre reboco

Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo, aguarde até que o mesmo esteja seco e curado, o que demora cerca de 30 dias.
Se a tinta for aplicada sobre reboco mal curado, provavelmente a pintura descascará, porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonação (cura) do reboco, sem o qual este tende a esfacelar-se sob a película da tinta, causando o descascamento.
Rebocos Fracos (pouco cimento) apresentam superfícies pouco coesas, fato que pode ser verificado ao esfregar-se a mão sobre o reboco, constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia).
Neste caso, recomenda-se aplicar uma demão de Fundo Preparador de Paredes.
Este produto aumenta a coesão da superfície, fixando as partículas soltas.

O reboco mais comum



Reboco (massa fina). Esta camada deve ser o mais fina possível
- 1 lata de cimento
- 2 latas de cal
- 9 latas de areia fina peneirada
Rendimento por lata de cimento 35 m² parede
Obs: a lata de medida deve ser de 18 litros

Aplicação

1- Aplique uma camada de 3mm a 5mm de espessura, com uma desempenadeira adequada (madeira ou PVC).
2- …o acabamento deve ser feito com o material ainda úmido, o qual deverá ser desempenado com desempenadeira adequada de madeira ou PVC…
3 – …a seguir feltrado (camurçado) com desempenadeira munida de feltro ou espuma de borracha.
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Como Construir Muros

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Este folheto, desenvolvido e produzido sob orientação da ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland fornece informações úteis para orientá-lo na construção ou reforma de sua casa. Qualquer construção ou reforma exige a participação de um profissional habilitado, responsável pelo projeto e pela execução da obra. Procure a Prefeitura de sua cidade e/ou o CREA, para obter mais informações a respeito.
Muros e Calçadas:
Dica: Comece sempre pela limpeza da faixa onde o muro e a calçada vão ser construídos (retire o lixo, vegetação e solo fraco) e marque a área com piquetes de madeira. O ideal é fazer o muro e a calçada ao mesmo tempo. Faça a fundação do muro e o contrapiso da calçada. Depois, levante o muro e, por fim, faça o piso da calçada.
Importante: Antes de levantar os muros de divisa e fazer a calçada (passeio) da frente do seu terreno, consulte a Prefeitura para saber os alinhamentos corretos e se existem exigências a serem atendidas (altura do muro, largura da calçada).
Os muros podem ser feitos com blocos de concreto de 10 cm x 20 cm x 40 cm.O sistema de placas de concreto pré-moldadas também pode ser usado. Sua execução é rápida.
A construção do muro começa pela abertura da vala da fundação. Sua profundidade vai depender da altura do muro e do tipo de solo do terreno.
Em alguns casos é necessário usar brocas. Os muros de blocos de concreto devem ser subdidivididos em trechos de comprimento máximo de 2,80 m (7 blocos de 40 cm). Entre cada trecho deixe um espaçode 20 cm onde será feito um pilarete de concreto armado,para travamento do muro.
O fundo da vala deve ser bem compactado. Coloque uma base de concreto magro de 5 cm e encha o restante da vala com concreto normal (baldrame).
Dica: Veja a tabela Concreto para fundação.
















Se o muro for de blocos de concreto, deixe no concreto da fundação as pontas de ferro (esperas) para os pilaretes de travamento do muro. Cada pilarete leva 4 barras de ferro de 8 mm de bitola, amarradas com estribos de 6 mm de bitola.
 

 
DICA:
Cada trecho de muro com 2,80 m de comprimento e 2 m de altura precisa de 70 blocos de concreto.
 








Levante os blocos de cada trecho do muro da mesma forma que as paredes da casa . Em seguida, feche os espaços de 20 cm entre os trechos do muro com duas tábuas, que vão funcionar como forma para a concretagem dos pilaretes.

 
Em muros com mais de 2 m de altura é preciso fazer uma cinta de concreto armado, a meia altura do muro, em toda a sua extensão, armada com duas barras de ferro de 8 mm de bitola. Essa cinta pode ser feita com blocos- canaleta.
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Construção verde: um sonho possível


Reduzir o impacto ambiental da própria casa é uma ideia que vem ganhando adeptos.

*Revistas Casa Claudia e Arquitetura e Construção

CAPTAÇÃO DE ENERGIA NO CAMPO Em vez de conectar-se à rede elétrica existente, distante 4 km de seu terreno, o engenheiro Tércio Pacitti aproveita o vento para gerar eletricidade em sua casa de campo, em Ouro Fino, no sul de Minas Gerais. O Sol também contribui para a causa. No lote de 22 mil mts, a 1 400 m de altitude, é possível captar até sete horas de radiação solar por dia. “A produção de energia não é constante, varia de acordo com as condições climáticas. Por isso optei pelo sistema híbrido. No verão há mais horas de sol e menos de vento, enquanto no inverno acontece o contrário.

Assim, as duas fontes se complementam”, diz o engenheiro. Preocupado em respeitar o meio ambiente, ele não se importou em encarecer seu orçamento inicial em 30% para instalar duas turbinas eólicas e dez placas fotovoltaicas.

Juntas, elas têm potencial para produzir em média 600 kwh (quilowatt-hora) por mês. É mais do que suficiente: uma família de quatro pessoas consome de 200 a 300 kwh morando no imóvel. Desde que construiu a casa, há dez anos, ele garante que nunca ficou no escuro. “Quando chove, a região fica sem luz, enquanto aqui nunca falta.” Mesmo assim, a família se empenha em economizar: prefere lâmpadas de baixo consumo (24 w) e cuida para não esquecer as luzes acesas.



COMO FUNCIONA Eletricidade fornecida pelo vento: Ela é produzida pela rotação das pás da turbina eólica. Para gerar luz, o vento deve ter uma velocidade minima de 4 m por segundo. “Isso acontece mais facilmente na costa do Ceará, no interior baiano, em alguns lugares de Minas Gerais e no litoral catarinense e gaúcho”, explica Júlio Passos, doutor em engenharia térmica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Energia vinda do Sol: Placas de células de silício – também conhecidas como placas fotovoltaicas – transformam a luz do Sol em energia elétrica, que fica armazenada em baterias. Um inversor converte a energia de corrente contínua para corrente alternada,adequada para eletrodomésticos. Numa casa, o alto investimento inicial demora a se pagar. “O valor equivale a todas as contas de luz durante 30 anos”, compara o engenheiro Ricardo Rüther, professor da UFSC. “Só vale a pena quando for preciso puxar a rede elétrica de um poste a cerca de 3 km de distância”, avalia.

Descubra o potencial eólico de sua região
Atlas do Potencial Eólico Brasileiro e Potencial Energético Solar - Laboratório Solar da Universidade Federal de Santa Catarina -

COLETA DE ÁGUA DA CHUVA NA CIDADE
Essa é uma das várias soluções adotadas na casa da arquiteta paulistana Consuelo Jorge e do marido, o engenheiro Sergio Cordeiro. Entusiasta da união de ecologia e tecnologia, ele frequenta feiras no exterior, adapta equipamentos náuticos para uso doméstico e desenvolve sozinho o que não encontra pronto no mercado. “Tem que ser idealista e um pouco inventor”, afirma.








quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Como Instalar forro de Pvc

 


Providencie os equipamentos. Além dos PVC- luvas, capacete, óculos e protetores auriculares -, as ferramentas e materiais necessários à instalação de forros de PVC são:escada, furadeira, parafusadeira, batedor de nível, serrinha, martelo, estilete, tesoura de aviação, trena, lápis, mangueira de nível, extensão, lixadeira, parafusos e pinos, além de pistola finca-pino (que requer habilitação) ou de furadeira elétrica.
Passo A passo
  • Se o forro for instalado junto ao teto, apenas os perfis transversais às lâminas de forro serão necessários
  • Sendo rebaixado do teto, utilize um espaçamento
  • Em seguida, instale as cantoneiras em todas as paredes do ambiente que será forrado (roda-forro), cortando os cantos em 45 graus – meia esquadria
  • Quando as lâminas forem menores do que o comprimento que será forrado, utilize a emenda para possibilitar a instalação
  • Antes de iniciar a colocação das lâminas de forro, defina a posição das luminárias e equipamentos que serão colocados junto a ele.
  • Recorte a primeira lâmina com comprimento de 1 cm menor que o vão onde o forro será instalado .
  • Inicie a colocação das lâminas de forro observando os seguintes pontos:
  • A face com a identificação do forro deve estar voltada para a cobertura;
  • A lateral “macho” A do encaixe da primeira lâmina deve ser introduzido na cantoneira B (roda forro), permitindo que a borda de fixação fique disponível para ser fixada.
  • Para tramas de sustentação de madeira, utilize pregos de 12 x 12; para estrutura em metalon, utilize rebites ou grampos
  • Para colocar a última lâmina, corte-a com 2cm menor do que o comprimento onde o forro será instalado
  • A largura da última lâmina deverá ter a medida do fundo da cantoneira até o fundo do engate fêmea da lâmina anterior menos 1cm
  • Com o lado cortado voltado para a cantoneira, encaixe as duas extremidades da lâmina nas cantoneiras laterais, mesmo que ela fique sobreposta à lâmina anterior.
  • Encaixe o forro até o final da cantoneira. Com o auxílio de uma chave de fenda, fixe o engate macho no engate fêmea da lâmina anterior

Cuidados que você deve tomar com os forros de PVC.

  1. Deixar sempre uma abertura para que não se forme entre o telhado e forro um bolsão de ar quente, que pode provocar o empenamento.
  2. Deixar também uma abertura quando instalar aparelhos que gerem calor, para que este possa dissipar-se.
  3. Não expor o forro diretamente à luz solar.
  4. Não instalar em locais onde existam agentes químicos que possam emanar gases.
  5. Para limpeza utilizar somente água e sabão.
Fonte:http://lojadorevestimento.wordpress.com

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Jogos de Construir

Para quem gosta de jogos e construção tem um site que faz a fusão dos dois, veja a dica e aproveite para aprender brincando!!!

http://www.jogosdeconstruir.org/

Apropriação de custos na construção civil



A construção civil é por natureza uma atividade que envolve muitos custos, onde facilmente, as médias e grandes construções alcançam um orçamento na casa dos milhões ou bilhões de Reais. Acredita-se que um trabalho de orçamentação bem feito seja suficiente para garantir a previsão de custo de uma obra, fato que não é totalmente verdade, ou seja, o trabalho de orçamentação em si é apenas uma antevisão do custo da obra. Até os engenheiros menos experientes sabem que "custo orçado" é diferente de "custo executado". Situações não previstas no orçamento como, por exemplo, inflação, desperdícios, desvios, queda de produtividade, etc, podem ocorrer no andamento da obra, ocasionando diferenças significativas entre o custo orçado e o custo executado.
A forma mais prática de controlar e comparar os custos da obra é através do trabalho de apropriação de custos, porém, atualmente, são poucas as empresas que realizam este trabalho em suas obras. A apropriação de custos é o método pelo qual a empresa terá controle total dos custos financeiros de um determinado serviço, podendo avaliar ainda o desempenho e produtividade da mão-de-obra, dentre outras coisas.
O termo "apropriação" pode ser definido como a apuração dos serviços executados visando a obtenção e o conhecimento exato das quantidades material / mão-de-obra e dos tempos realmente empregados nos serviços executados, onde as informações colhidas na obra, servem de base para as composições de custo unitário de serviços, análise da produtividade, ajustes e elaboração do cronograma da obra e controle de gastos e prioridades da obra.
Dentre as principais importâncias da apropriação de custos podemos citar:
  • Comparar os valores entre os custos orçados e os apropriados;
  • Determinar os motivos de diferenças e corrigi-los;
  • Avaliar as possíveis alterações no andamento da obra;
  • Comparar com serviços iguais as outras obras;
  • Prever despesas para futuras etapas de serviço;
  • Acompanhar e corrigir o cronograma da obra;
  • Aprovar decisões em tempo hábil;
  • Analisar a produtividade dos operários.
A apropriação de custos, sendo um trabalho de coleta de dados, necessariamente deve seguir uma metodologia, que deve ser adequada ao serviço que está sendo apropriado.
Todas as formas de coleta de dados devem garantir a credibilidade nos dados colhidos e para isso é imprescindível que esta seja feita por um observador treinado para exercer a tarefa, pois qualquer erro ou falha nesta etapa da metodologia proposta, impede que os estudos e análises sejam realizados. Normalmente a coleta de dados é feita através da planilha de produção diária permitindo medir a quantidade de serviço realizada em um período, por um operário dentro de um ciclo de repetição. A coleta de dados também pode ser feita através de filmagens ou observações instantâneas.
Cada serviço tem suas particularidades em relação à metodologia utilizada na apropriação. Antes de iniciar o trabalho de coleta de dados, é necessário aplicar algumas regras a serem minuciosamente seguidas pelos operários durante a execução dos serviços. Essas regras visam facilitar a tarefa da coleta de dados, evitando a confusão de valores e diferenças no método de execução do mesmo serviço na obra. Em outras palavras, é realizada uma padronização da execução de cada serviço.
A metodologia preliminar a ser aplicada consiste basicamente em:
  • Fazer o reconhecimento da área (local) onde será executado o serviço;
  • Se necessário dividir a área do serviço em sub-áreas de modo a facilitar o trabalho de coleta de dados;
  • Fazer o levantamento da área total do serviço ou das sub-áreas, se for o caso;
  • Designar a equipe de trabalho para este serviço;
  • Realizar um trabalho de orientação dos operários quanto ao método executivo do serviço.
Depois de aplicada a metodologia preliminar, o serviço pode ser iniciado e conseqüentemente a coleta de dados referente à produção diária, consumo de materiais e de mão-de-obra. De posse destes dados pode-se comparar continuamente os custos reais empregados neste serviço com os custos orçados, e havendo diferenças, analisar as suas causas e corrigir em tempo.
Os dados coletados no trabalho de apropriação de custos também podem ser utilizados para verificar a produtividade e desempenho de um operário ou de uma equipe, a produção por dia da semana ou por turno, o efeito do aprendizado, a previsão do fim deste serviço, ajustes no cronograma da obra, dentre outras análises.
As empresas que fazem apropriação de custos em suas obras têm a possibilidade de construir um grande banco de dados de composições de custos referentes a seus próprios serviços, mais adequados a sua realidade e a condição dos seus funcionários, resultando assim, em uma orçamentação cada vez mais precisa e sem sustos ao final da obra. As empresas que não têm o hábito de realizar a apropriação de custos dos seus serviços geralmente fazem a orçamentação da obra com base em índices e composições de custos unitários de terceiros, que nem sempre estão dentro da realidade adequada ao mercado local ou da empresa. Neste caso o processo de orçamentação passa a ser uma mera previsão de custos, às vezes pouco precisas.

Márcio Lenin M. de Azevedo é engenheiro civil,
projetista estrutural e,
projetista de softwares científicos para otimização de processos produtivos.