Mostrando postagens com marcador Construção Sustentável. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Construção Sustentável. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Construção verde: um sonho possível


Reduzir o impacto ambiental da própria casa é uma ideia que vem ganhando adeptos.

*Revistas Casa Claudia e Arquitetura e Construção

CAPTAÇÃO DE ENERGIA NO CAMPO Em vez de conectar-se à rede elétrica existente, distante 4 km de seu terreno, o engenheiro Tércio Pacitti aproveita o vento para gerar eletricidade em sua casa de campo, em Ouro Fino, no sul de Minas Gerais. O Sol também contribui para a causa. No lote de 22 mil mts, a 1 400 m de altitude, é possível captar até sete horas de radiação solar por dia. “A produção de energia não é constante, varia de acordo com as condições climáticas. Por isso optei pelo sistema híbrido. No verão há mais horas de sol e menos de vento, enquanto no inverno acontece o contrário.

Assim, as duas fontes se complementam”, diz o engenheiro. Preocupado em respeitar o meio ambiente, ele não se importou em encarecer seu orçamento inicial em 30% para instalar duas turbinas eólicas e dez placas fotovoltaicas.

Juntas, elas têm potencial para produzir em média 600 kwh (quilowatt-hora) por mês. É mais do que suficiente: uma família de quatro pessoas consome de 200 a 300 kwh morando no imóvel. Desde que construiu a casa, há dez anos, ele garante que nunca ficou no escuro. “Quando chove, a região fica sem luz, enquanto aqui nunca falta.” Mesmo assim, a família se empenha em economizar: prefere lâmpadas de baixo consumo (24 w) e cuida para não esquecer as luzes acesas.



COMO FUNCIONA Eletricidade fornecida pelo vento: Ela é produzida pela rotação das pás da turbina eólica. Para gerar luz, o vento deve ter uma velocidade minima de 4 m por segundo. “Isso acontece mais facilmente na costa do Ceará, no interior baiano, em alguns lugares de Minas Gerais e no litoral catarinense e gaúcho”, explica Júlio Passos, doutor em engenharia térmica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Energia vinda do Sol: Placas de células de silício – também conhecidas como placas fotovoltaicas – transformam a luz do Sol em energia elétrica, que fica armazenada em baterias. Um inversor converte a energia de corrente contínua para corrente alternada,adequada para eletrodomésticos. Numa casa, o alto investimento inicial demora a se pagar. “O valor equivale a todas as contas de luz durante 30 anos”, compara o engenheiro Ricardo Rüther, professor da UFSC. “Só vale a pena quando for preciso puxar a rede elétrica de um poste a cerca de 3 km de distância”, avalia.

Descubra o potencial eólico de sua região
Atlas do Potencial Eólico Brasileiro e Potencial Energético Solar - Laboratório Solar da Universidade Federal de Santa Catarina -

COLETA DE ÁGUA DA CHUVA NA CIDADE
Essa é uma das várias soluções adotadas na casa da arquiteta paulistana Consuelo Jorge e do marido, o engenheiro Sergio Cordeiro. Entusiasta da união de ecologia e tecnologia, ele frequenta feiras no exterior, adapta equipamentos náuticos para uso doméstico e desenvolve sozinho o que não encontra pronto no mercado. “Tem que ser idealista e um pouco inventor”, afirma.








quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Série Construção Sem Resíduos

Paredes de Lâminas de Concreto




Sudeste Construção Construção rápida com paredes duplas


Quem deseja agilidade na construção e não quer perder tempo na hora de erguer a residência pode apostar no conceito da Sudeste. A empresa trabalha com paredes duplas, formadas por duas lâminas de concreto ligadas por treliças metálicas.

A espessura permite variação de 15,0 cm até 36,0 cm e o vazio interno pode ser preenchido em função do projeto, com concreto, poliuretano expandido, concreto com EPS, somente EPS, concreto com agregado de borracha reciclada, entre outros materiais.




Paredes duplas Construção rápida com paredes duplas


De acordo com o engenheiro Fabio Casagrande, diretor da Sudeste, o projeto pode ser personalizado, respeitando as dimensões máximas de cada parede, que chega a altura de 3,20 m e ao comprimento de 13,30 m. “As paredes aceitam qualquer tipo de revestimento e o sistema construtivo ainda tem a vantagem de ser ecologicamente correto, por não gerar resíduo. Frente à alvenaria convencional, as vantagens são muitas, desde a qualidade do produto final com controle em fábrica até o tempo de execução da obra”, comenta. As paredes duplas dispensam acabamentos, como massa fina, e podem ser pintadas imediatamente depois de instaladas. Isso porque, durante a produção, o concreto recebe um tratamento especial que diminui a porosidade das paredes e as deixam extremamente lisas.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A moderna construção sustentável


A moderna Construção Sustentável é um sistema construtivo que promove intervenções sobre o meio ambiente, adaptando-o para as necessidades de uso, produção e consumo humano, sem esgotar os recursos naturais, preservando-os para as gerações futuras.

A Construção Sustentável faz uso de ecomateriais e de soluções tecnológicas e inteligentes para promover o bom uso e a economia de recursos finitos (materiais, água e energia não-renovável), a redução da poluição e a melhoria da qualidade do ar no ambiente interno e o conforto de seus moradores e usuários.

As linhas-mestras da Construção Sustentável são as seguintes:

• Gestão da obra: Estudo de impacto ambiental; Análise de Ciclo de Vida da obra e materiais; Planejamento Sustentável e Aplicação de Critérios de Sustentabilidade; Gestão dos resíduos na obra; Estudos de consumo de materiais e energia para manutenção e reforma; Logística dos materiais;

• Aproveitamento passivo dos recursos naturais: iluminação natural, conforto térmico e acústico, formação e interferências no clima e microclima;

• Eficiência energética: racionalização no uso de energia pública fornecida e, quando possível, aproveitamento de fontes de energia renováveis, como eólica (vento) e solar; uso de dispositivos para conservação de energia

• Gestão e economia da água: uso de sistemas e tecnologias que permitam redução no consumo da água; uso de tecnologias que permitam o reuso e recirculação da água utilizada na habitação (fins não potáveis); aproveitamento de parte da água de chuva para fins não-potáveis e até potáveis (dependendo da região e do tratamento aplicado);

• Gestão dos resíduos gerados pelos usuários: criação de área(s) para coleta seletiva do lixo, destinação e reciclagem;

• Qualidade do ar e do ambiente interior: criação de um ambiente saudável, respirante, não-selado/plastificado, isento de poluentes (tais como partículas em suspensão, COVs/ compostos orgânicos voláteis), com uso de materiais biocompatíveis, naturais e/ou que não liberem substâncias voláteis;

• Conforto termo-acústico: uso, se preciso for, de tecnologias eco-inteligentes para regular a temperatura e som compatíveis com o ser humano; umidade relativa do ar adequada

• Uso de ecoprodutos e tecnologias sustentáveis para todas as instâncias da obra

• Não-uso ou redução no uso de materiais condenados na Construção Sustentável, como PVC, amianto, chumbo e alumínio, dentre outros.

 

Construção Sustentável e Construção Ecológica
A Construção Sustentável difere da Ecológica por ser produto da moderna sociedade tecnológica, utilizando -ou não- materiais naturais e produtos provenientes da reciclagem de resíduos gerados pelo próprio modo de vida de seus habitantes.

Outra característica da Construção Sustentável é que ela nunca é intuitiva. Mesmo quando emprega produtos ou processos artesanais (por ex. blocos de adobe ou paredes erguidas em taipa de pilão), o faz conscientemente, buscando o sucesso ambiental integral da obra, mesclando técnicas tradicionais a moderna tecnologia -caso das belíssimas construções em terra encontradas na Califórnia e Novo México (EUA) e na Austrália.

Já a Construção Ecológica ou Natural pode ser definida como aquela que permite a integração entre homem e natureza, com um mínimo de alteração e impactos sobre o meio ambiente.

À maneira das habitações de outros seres vivos (como castores, abelhas e formigas), a Construção Ecológica usa recursos naturais locais de maneira integrada ao meio, sendo, muitas vezes, instintiva e intuitiva, com aplicação de autotecnologias[1], modos de autoconstrução[2] e com pouca necessidade do uso de energia para obtenção, transformação e transporte dos materiais utilizados. Este é o caso das habitações indígenas, das construções de terra pré-islâmicas nos países árabes e dos iglús, dos esquimós. Esse tipo de habitação, que de fato merece o nome de ecologicamente correta, é quase impraticável nos modernos centros urbanos, onde a heterogeneidade de povos e culturas e o estilo de vida e produção exigem materiais oriundos de lugares distantes e uma construção civil executada por profissionais.

Como denominador comum, Construção Sustentável e Ecológica têm o fato de gerarem habitações que preservem o meio ambiente e de buscarem soluções locais para problemas por elas mesmas criados.

A obra sustentável
A sustentabilidade de uma obra moderna é avaliada pela sua capacidade de responder de forma positiva aos desafios ambientais de sua sociedade, sendo ela mesma um modelo de solução. A Casa Sustentável deve(ria): a) usar recursos naturais passivos e de design para promover conforto e integração na habitação; b) usar materiais que não comprometam o meio ambiente e a saúde de seus ocupantes e que contribuam para tornar seu estilo de vida cotidiano mais sustentável (por exemplo, o usuário de embalagens descartáveis deveria usar produtos reciclados a partir dos materiais que, em algum momento, ele mesmo usou); c) resolver ou atenuar os problemas e necessidades gerados pela sua implantação (consumo de água e energia); d) prover saúde e bem-estar aos seus ocupantes e moradores e preservar ou melhorar o meio ambiente.

Todos esses desafios teriam de ser considerados em todo o ciclo de vida da habitação, sendo esta pensada como uma obra aberta: sempre passível de ampliação e melhoramentos.

Casa Saudável
Não há casa sustentável sem ser saudável. A finalidade de uma construção sustentável não é apenas preservar o meio ambiente, mas também ser menos invasiva aos seus moradores. Ela não pode ser geradora de doenças, caso de prédios que geram a 1Síndrome do Edifício Doente (SEE*). A Casa Sustentável deve funcionar como uma segunda ou terceira pele do próprio morador, porque ela é sua extensão, como ensina o geobiólogo espanhol Mariano Bueno. Ela é seu ecossistema particular, e, assim como no planeta Terra, todas as interações devem ocorrer reproduzindo ao máximo as condições naturais: umidade relativa do ar, temperatura, alimento, geração de resíduos e sua transformação, conforto, sensação de segurança e bem-estar, etc.

Escolha dos materiais
A escolha dos materiais na Construção Sustentável deveria, em princípio, obedecer a critérios de preservação, recuperação e responsabilidade ambiental. Isso significa que, ao se iniciar uma construção, é importante considerar os tipos de materiais que estão de acordo com o local (como sua geografia, ecossistema, história, etc.) e que podem contribuir para conservar e melhorar o (meio) ambiente onde será inserida. Materiais que guardam relação direta com o estilo de vida do local e do usuário devem ser avaliados. Por exemplo, se o morador reside e trabalha em uma área urbana, possivelmente comprará alimentos envolvidos por embalagens plásticas descartáveis; é muito provável também que utilize um automóvel para se deslocar da casa para o escritório e vice-versa.

Assim sendo, nada mais justo que este mesmo usuário/consumidor/cliente opte, conscientemente, pelo uso de um produto resultante de um resíduo gerado para atender às suas necessidades -no caso, as embalagens descartadas poderiam retornar no formato de telhas e a areia de fundição usada para manufaturar os moldes que deram origem às peças de seu automóvel ganha uma nova etapa de seu ciclo de vida, como blocos de concreto reciclados.

Deve-se lembrar que toda Construção Sustentável é saudável. Esse tipo de obra caracteriza-se pelo uso de materiais e tecnologias biocompatíveis, que melhoram a condição de vida do morador ou, no mínimo, não agridem o meio ambiente em seu processo de obtenção e fabricação, nem durante a aplicação e em sua vida útil. Que produtos convencionais estariam fora dessa lista? Por exemplo, todos aqueles que emitem gases voláteis (os COVs – compostos orgânicos voláteis), como tintas, solventes, resinas, vernizes, colas, carpetes sintéticos e espumas. Em seu lugar, a solução mais simples e de mercado é buscar sempre produtos à base de água ou 100% sólidos (isto é, que em contato com o oxigênio não emitem gases ou odores).

É importante evitar também materiais que reconhecidamente estão envolvidos com graves problemas ambientais, e sobre os quais hoje há consenso entre todas as entidades sérias que trabalham com Construção Sustentável e Bioconstrução no mundo, caso do PVC (policloreto de vinil) e o alumínio. Outros produtos, considerados aceitáveis na ausência de outras opções, devem ser usados de maneira bastante criteriosa principalmente no interior de casa, como compensados e OSBs (colados com cola à base de formaldeído). O mesmo vale para madeiras de reflorestamento tratadas por autoclave (sistema CCA), as quais são imunizadas com um veneno à base de arsênico e cromo –este tipo de madeira, em consenso entre a EPA (Agência de Proteção Ambiental norte-americana) e fabricantes nos EUA, está proibida naquele país desde dezembro de 2003.

As empresas, os governos e as ONGs não são as únicas responsáveis pelos materiais de construção e pelo estado atual do meio ambiente. O consumidor, ao optar por um produto A, B ou C, é também co-responsável por todo o processo, já que é para ele que se destinam todos os produtos e, por extensão, as construções. Ele é o “target” do mercado e, com uma nova consciência, pode ajudar a alterar as regras do mercado.

Tendências da Construção Sustentável
A Construção Sustentável é uma síntese das escolas, filosofias e abordagens que associam o edificar e o habitar à preocupação com preservação do meio ambiente e saúde dos seres vivos. Para ela convergem tendências como: arquitetura ecológica, arquitetura antroposófica, arquitetura orgânica, arquitetura bioclimática, bioconstrução, ecobioconstrução, domobiótica, arquitetura sustentável, construção ecológica, construção e arquitetura alternativas, earth-ship (navio terrestre/construção com resíduos), arquitetura biológica e permacultura. É importante, no entanto, frisar que a Construção Sustentável não é um método exclusivo de engenheiros e construtores, assim como a arquitetura ecológica não é restrita aos arquitetos.

Na verdade, a Construção Sustentável reúne aspectos e disciplinas do conhecimento humano que deveriam ser considerados e aplicados antes mesmo de se projetar uma obra. A Construção Sustentável reúne conhecimentos de arquitetura, engenharia, paisagismo, saneamento, química, eletrônica, mas também de antropologia, medicina, sociologia, psicologia, filosofia e espiritualidade. Uma Casa Sustentável é um microcosmo, representando em pequena escala as relações entre o ser e o seu meio. Ela deve ser uma extensão do próprio planeta Terra. O morador ou usuário da edificação deve considerar seu imóvel como uma referência clara de seu bem-estar. Não se deve esquecer que mais de 2/3 do tempo de vida humana é passado dentro de algum tipo de construção. Seja trabalhando, dormindo, em lazer, em atividades religiosas etc.

Trabalhar para que um imóvel seja sustentável (e não ecológico, como erroneamente se fala) é de fundamental importância para a saúde do indivíduo e do planeta. A verdadeira Construção Sustentável o é não apenas porque não esgota os recursos empregados para sua edificação e uso, mas também porque sustenta aqueles que a habitam. Ela é a base para suas realizações, segurança, alegria e felicidade. Essa visão deveria permear qualquer projeto ou idéia de construção sustentável ou habitação sustentável.

Tipos de Construção Sustentável
Os principais tipos de Construção Sustentável resumem-se, praticamente, a dois modelos: a) construções coordenadas por profissionais da área e com o uso de ecomateriais e tecnologias sustentáveis modernos, fabricados em escala, dentro das normas e padrões vigentes para o mercado; e b) sistemas de autoconstrução (que incluem diversas linhas e diretrizes), que podem ou não ser coordenados por profissionais (e por isso são chamados de autoconstrução). Incluem grande dose de criatividade, vontade pessoal do proprietário e responsável pela obra e o uso de soluções ecológicas pontuais (para cada caso).

Construídas com materiais sustentáveis industriais – Construções edificadas com ecoprodutos fabricados industrialmente, adquiridos prontos, com tecnologia em escala, atendendo a normas, legislação e demanda do mercado. É a mais viável para áreas de grande concentração urbana, porque se inserem dentro do modelo sócio-econômico vigente e porque o consumidor/cliente tem garantias claras, desde o início, do tipo de obra que estará recebendo. Raras vezes quem opta por este tipo de construção –clientes de médio e alto padrão- utiliza soluções artesanais ou caseiras.

Construídas com resíduos não-reprocessados (Earthship), reuso de materiais de origem urbana, tais como garrafas PET, latas, cones de papel acartonado, etc. Comum em áreas urbanas ou em locais com despejo descontrolado de resíduos sólidos, principalmente onde a comunidade deve improvisar soluções para prover a si mesma a habitação. É também um modelo criativo de Autoconstrução, que ocorre muito nas periferias dos centros urbanos ou junto a profissionais com espírito criativo.

Construídas com materiais de reuso (demolição ou segunda mão). Esse tipo de construção incorpora produtos convencionais e prolonga sua vida útil, e requer pesquisa de locais para compra de materiais, o que reduz seu alcance e reprodutibilidade. Este sistema construtivo emprega, em geral, materiais convencionais fora de mercado. É um híbrido entre os métodos de Autoconstrução e a construção com materiais fabricados em escala, sendo que estes não são sustentáveis em sua produção.

Construção alternativa. Utiliza materiais convencionais, encontrados no mercado, conferindo-lhes funções diferentes das originais. É um dos modelos principais no seio das comunidades carentes. Exemplo: aquecedor solar que utiliza peças de forro de PVC como painel para aquecimento de água e caixa d´água comum como boiler. Sistema de Autoconstrução que se assemelha muito ao Earthship.

Construções naturais. Faz uso de materiais naturais disponíveis no local da obra ou adjacências (terra, madeira, bambu, etc.), utilizando tecnologias sustentáveis de baixo custo e dispêndio energético. Exs.: tratamento de efluentes por plantas aquáticas, energia eólica por moinho de vento, bombeamento de água por carneiro hidráulico, blocos de adobe ou terra-palha, design solar passivo. Método construtivo adequado principalmente para áreas rurais ou quando se dispõe de áreas que permitam boa integração com elemento vegetal, nas quais haja pouca dependência das habitações vizinhas e dos fornecimentos (água, luz, esgoto) pelo Poder Público. Sistema que se insere nos princípios da Autoconstrução (caso da Permacultura).

Ref,:
1 – Autotecnologia. Tecnologia desenvolvida pelo próprio morador e/ou comunidade, com aplicação no próprio local.
2 – Autoconstrução. Sistema construtivo em que o próprio morador e/ou comunidade constrói sua habitação, com ou sem a ajuda de um profissional da área.
3 – Síndrome do Edifício Enfermo (SEE). Patologia catalogada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) cuja ocorrência se dá em prédios e edifícios com má ventilação e baixa dispersão de poluentes internos (gás carbônico, fumaça de cigarro e automóvel, emissão e acúmulo de compostos orgânicos voláteis). Considera-se que um edifício está “enfermo” quando cerca de 20% de seus moradores ou usuários apresentam sintomas semelhantes como: irritação nasal e ocular, problemas respiratórios e mal-estares em geral.
Artigo por Márcio Augusto Araújo, consultor do IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, www.idhea.com.br, idhea@idhea.com.br

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Casa De Gesso Ecológicamente Correta

 
Com 40 metros quadrados, revestimento, piso e paredes de gesso, acabamento de alto padrão, e custo 30% inferior ao da construção de alvenaria cerâmica e argamassa de cimento, a casa toda feita de gesso é uma das atrações da 16ª FEICON BATIMAT - Feira Internacional da Indústria da Construção. O imóvel é ecologicamente correto. Os resíduos da construção podem ser reciclados, transformando-se em gesso agrícola. Além disso, o sistema construtivo propicia ainda redução de energia. Isso porque o gesso possui a propriedade higroativo, o que significa de fácil adaptação à temperatura ambiente, absorvendo umidade no clima frio e liberando no clima quente, conservando, por exemplo, a temperatura gerada pelo ar condicionado.

A casa toda feita em gesso estará em exposição no estande do Sindicato das Indústrias de Gesso de Pernambuco - Sindusgesso durante todos os dias do evento, que ocorre de 8 a 12 de abril, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. "O uso do gesso não só possibilita redução nos custos, mas também garante maior rapidez e agilidade na construção, além de proporcionar maior conforto acústico pela capacidade de isolar os sons", afirma Josias Inojosa Filho, presidente do Sindusgesso. Além disso, o material oferece outras vantagens em relação à alvenaria de tijolo cerâmico pois, como é comprovado cientificamente, possui maior resistência e ainda oferece maior conforto térmico ao ambiente. Vários testes foram realizados pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) para que o produto fosse homologado como adequado à construção de habitações.

Além de divulgar a nova técnica de construção de moradias, o Sindusgesso estará ainda disponibilizando opções de fornecedores disponíveis no mercado. A telha utilizada na obra, por exemplo, é ecologicamente correta, a tinta é à base de terra, que não agride o ambiente e conserva a propriedade higroativo do gesso, o piso é auto nivelante. Todos esses materiais, dentre outros, vão estar sendo apresentados.

Segundo Inojosa, o mercado nacional de gesso para Construção Civil encontra-se em franca expansão. Ele revela que o consumo nacional vem se expandindo cerca de 8% ao ano e ainda há muito espaço para crescimento. "O consumo per capita de gesso no Brasil é de apenas 14 quilos por habitante/ano, contra 29 quilos na Argentina, 42 no Chile, 83 na Europa ocidental, 107 quilos nos Estados Unidos".

O Pólo Gesseiro do Araripe, localizado no Sertão de Pernambuco, produz atualmente 95% do gesso consumido no Brasil. Possui 38 mineradoras, 139 calcinadoras e mais de 350 produtores de pré-moldados. 93% são micro e pequenas empresas. A atividade gesseira no pólo gera 12.800 empregos diretos e 64 mil indiretos. Nos últimos cinco anos, a produção duplicou, passando de 2,3 milhões de toneladas em 2001, para 4,6 toneladas em 2006. Além de abastecer o mercado nacional, as indústrias de Pernambuco exportam blocos, placas e argamassas de revestimento para países como Estados Unidos, Portugal, Islândia e Angola.

Mais informações: (Sindusgesso)
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Asfalto verde é testado nos EUA

Se o petróleo acabar não vamos ficar sem asfalto!!!!

 


Ao estudar os efeitos da adição de óleo vegetal ao asfalto comum, um engenheiro norte-americano pode ter descoberto o asfalto verde, um possível substituto para o asfalto à base de petróleo.

O professor Christopher Williams, da Universidade do Estado de Iowa, estava testando composições capazes de aguentar melhor as intensas variações de temperatura a que os asfaltos estão sujeitos, sobretudo no Hemisfério Norte, palco de nevascas severas e verões com recordes de temperatura, e acabou obtendo um resultado muito melhor do que o esperado: um asfalto que não apenas assimila uma parcela maior de bio-óleo, como também de muito mais qualidade em rodagem e em durabilidade.

Foi dessa forma que "nasceu" o bioasfalto, cujos primeiros testes já tiveram inicio.


Os ganhos começaram a ser verificados já na aplicação, uma vez que o bioasfalto pode ser aplicado a uma temperatura menor do que o asfalto tradicional de petróleo.

Como esses primeiros testes serão focados na durabilidade e na resistência às variações de temperatura, os pesquisadores escolheram uma ciclovia na própria universidade como laboratório.

O monitoramento sobre o bioasfalto será feito durante um ano, para cobrir todas as estações.

O professor Williams afirma que o bioasfalto permite que a mistura à base de petróleo seja substituída parcialmente por óleos derivados da biomassa de diversas plantas e árvores.

fonte: Site Inovação Tecnológica

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CONSTRUÇÃO DE CASA DE CONCRETO E PVC EM FORMAS

Vejam uma boa opção de construção limpa e rápida.
 
Nova tecnologia na construção de casas já permite construir residências e prédios usando formas de PVC preenchidas com concreto, fabricados pela Braskem, este inovador processo construtivo foi criado no Canadá.


 
Foto de casa feita de concreto em formas de PVC feita na Bahia !
Consiste em perfis modulares de PVC que se encaixam formando paredes ocas, onde posteriormente são colocadas barras de aço e cheias de concreto oferecem a robustes e várias vantagens para construir e para a própria obra.


 
Este sistema pode ser usado em prédios de até 5 andares, reduzem a quantidade de mão de obra e diminuem gastos com transporte por exemplo, deixa a obra mais limpa e organizada, além de não haver desperdício de materiais.
Outras vantagens ficam com a grande durabilidade da construção, é fácil de limpar, o padrão de acabamento é muito bom, todos os materiais são controlados e gerenciados com exatidão.
Este tipo de construção começa a ser usado no Brasil e a Bahia teve sua primeira unidade construida, destina-se nesta primeira etapa ao desenvolvimento de habitações populares, qUanto ao preço e mais informações desta construção de PVC em formas preenchidas com concreto visite o site da Braskem-Concreto PVC !

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

REDUÇÃO DO DESPERDÍCIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Excelente artigo sobre redução de desperdício em obras!!!

1 INTRODUÇÃO

A indústria da Construção Civil é conhecida por suas varias peculiaridades, dentre estas destacam-se:
 
- Os operários da Construção Civil são, em sua maioria, provenientes do meio rural e, portanto, não possuem formação técnica anterior (MELO, 1995);

- Os métodos construtivos não acompanham o desenvolvimento tecnológico da área, principalmente, por haver, nos canteiros de obra, uma nítida e grande diferenciação entre o “saber fazer” e o “saber científico” (FARAH, 1992);
 
􀀀 De acordo com o Subcomitê a Indústria da Construção Civil no Programa Brasileiro de

Qualidade e produtividade, a área de recursos humanos deste setor caracteriza-se por: insuficiência de programas de treinamento institucionalizado nas empresas, pouco investimento em formação profissional, declínio do grau de habilidade e qualificação dos trabalhadores de ofício ao longo dos últimos anos, elevada rotatividade da mão-de obra e falta de programas de formação em nível operário (LIMA, 1997), o que denota o pouco investimento do setor na formação e manutenção de seus trabalhadores e justifica o porquê da Construção Civil ser um dos ramos de atividade mais conhecido pela precariedade da mão-de-obra.

Porém, os dois grandes dogmas que cercam este setor são: elevado número de acidentes de trabalho e elevado desperdício.

Quanto ao primeiro grande dogma, segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Segurança e Saúde do trabalho e divulgada na revista CIPA de fevereiro de 1997, o ramo da Construção Civil, em nosso país, ocupa a desconfortável posição de segundo lugar em casos de acidentes fatais e invalidez permanente e quarto lugar em casos de incapacidade parcial e permanente.

Contudo, o intuito deste artigo é discorrer acerca do elevado desperdício que ocorre neste ramo de atividade. Muito tem sido escrito e debatido sobre como e o que deveria ser feito para combater tal desperdício porém, são escassos os relatos do que realmente é feito pelas empresas para tentar sanar este problema.

Assim, o objetivo deste artigo é demonstrar a importância da diminuição dos níveis de perda de recursos, bem como, apresentar os dados de uma pesquisa realizada em empresas da Construção Civil, da cidade de Santa Maria - RS, que verificou quais são as principais medidas utilizadas para evitar o desperdício.

2 O DESPERDÍCIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

2.1 Origem do Desperdício

SOUZA (1997) afirma que a falta de uma nomenclatura única e, principalmente, de uma metodologia consistente são as principais barreiras à proposição de alternativas para se combater os desperdícios existentes.

Considero que o primeiro passa para romper tais barreiras é identificar de onde advém tal desperdício e que fatores influenciam na produtividade do setor.

Segundo MESSEGUER (1991), o desperdício advém, ou se origina, de todas as etapas do processo de construção covil, que são: planejamento, projeto, fabricação de materiais e componentes, execução e uso e manutenção.

A Figura 01 demonstra as etapas do processo de construção civil e seus respectivos responsáveis:

Assim, ao contrário do que a maioria dos leigos acredita, os desperdícios da Construção Civil não ocorrem apenas no momento da execução de uma obra. São decorrência de um processo formado de várias etapas e composto de diferentes empresas e pessoas.

Abordar todo este processo seria muito difícil, portanto, este trabalho restringe-se somente à etapa de Execução.

Na Execução das obras da Construção Civil, os fatores que influenciam à produtividade e que, consequentemente, acarretam desperdícios, são identificados por SERPELL (1993) como:

a) Deficiências de projeto e planejamento que dificultam a construtibilidade da obra e que, normalmente, são causados pela falta de detalhamento no projeto;

b) Ineficiência da gestão administrativa que enfatiza a correção dos problemas ao invés da prevenção dos mesmos. Isto ocorre devido ao pouco envolvimento dos administradores com o processo produtivo;

c) Métodos ultrapassados e/ou inadequados de trabalho que não observam as experiências advindas de projetos anteriores, o que ocasiona a repetição dos erros;

d) Pouca vinculação da obra com as atividades denominadas de apoio, como: compras, estoques e manutenção;

e) Problemas com os recursos humanos decorrentes da pouca especialização da mão-de-obra e alta taxa de turnouver do setor;

f) Problemas com a segurança dos trabalhadores gerados, principalmente, pelo não fornecimento e/ou uso dos equipamentos de proteção individual ou coletivo;

g) Deficiências dos métodos utilizados para o controle de custos projetados e executados.

SERPELL conclui, de maneira óbvia, que atacando de forma permanente e contínua os sete pontos anteriores, os índices de perdas na execução das obras será reduzido.

Posteriormente será realizada à comparação entre as medidas tomadas pelas empresas pesquisadas e os pressupostos acima. Assim, pretende-se identificar quais, destes sete itens encontram-se mais deficitários.

2.2 Alguns Números do Desperdício da Construção Civil

Ao contrário do que ocorre com o número de acidentes, no que tange ao desperdício não existem dados confiáveis para efetuar a comparação entre o setor da Construção Civil e os demais setores.

Sabe-se que a Construção Civil destaca-se por ser um dos setores onde o desperdício é maior. Chega-se a afirmar que com a quantidade de materiais e mão-de-obra desperdiçados em três obras, é possível a construção de outra idêntica, ou seja, o desperdício atingiria um índice de 33%.

Tal afirmação não possui comprovação científica mas, pesquisas demonstram que este índice não encontra-se tão fora da realidade.

Apesar dos progressos oriundos dos investimentos feitos nos últimos anos, o setor da Construção Civil ainda possuí índices de desperdícios consideráveis, como demonstram pesquisas recentes.

PINTO (1995) identifica que os acréscimos nos custos da construção, advindos do desperdício, são de 6% e os acréscimos na massa de materiais atingem os 20%. O mesmo autor afirma que: na Bélgica, o acréscimo nos custos advindos do desperdício é de 17%; na França de 12%; e, no Brasil, de cerca de 30% (dado que comprova, em parte, a afirmação anterior de que com o desperdício de três obras, constróis e outra).

KOSKELA e SCARDOELLI (apud, VARGAS et ali, 1997) apresentam outros dados alarmantes: o tempo de perda da mão-de-obra dos serventes pode atingir 50% do tempo total, 100% da argamassa é perdida; e, 30% dos tijolos e elementos de vedação se transformam em entulho.

Estes dados demonstram e reforçam a gravidade do problema em questão.

2.3 Formas de Desperdício na Execução de Obras

A maioria dos autores, como FORMOSO (1996), destacam as perdas que ocorrem na Construção Civil, classificando-as quanto ao seu controle, sua natureza e origem. Porém, este artigo utiliza uma abordagem simplificada que serviu de base para o levantamento dos dados. Assim, as formas de desperdício utilizadas na pesquisa dividem-se em:

- Desperdício de materiais

- Desperdício de mão-de-obra

2.3.1 Desperdício de Materiais

Englobam os entulhos e os materiais incorporados à obra.
TACLA (1984) define entulho em uma obra de Construção Civil como sendo todo o volume de materiais que sai da obra, sem nenhuma perspectiva de utilização futura. Englobam as sobras de concreto, argamassa, ferro, blocos de cerâmica, etc.
O desperdício de materiais incorporados à obra refere-se ao excesso de materiais utilizados que, ao final do obra, não são percebidos ou pouco se percebe.

2.3.2 Desperdício de Mão-de-Obra

Refere-se ao tempo empregado pelos trabalhadores em atividades que não incorporam valor ao produto final e que podem, facilmente, ser reduzidos ou eliminados sem causar nenhum prejuízo. Englobam: tempo de espera, de retrabalho, de transporte, etc.

3 RESULTADOS DA PESQUISA

A pesquisa foi realizada em 17 empresas de pequeno e médio porte da Construção Civil, na cidade de Santa Maria – RS.

Utilizei como instrumento de coleta de dados questionários aplicados, através de entrevistas, com os “responsáveis” pela empresa, sendo que, na maioria dos caso, o próprio dono foi o entrevistado.

Foram realizadas perguntas abertas com o intuito de não influenciar as repostas, sendo que os entrevistados poderiam fornecer um número ilimitado de respostas. Tais perguntas resumem-se a:

- Quais medidas utilizadas pela empresa para evitar o desperdício de mão-de-obra?
- Quais medidas utilizadas pela empresa para evitar o desperdício de materiais?
 
Conforme salientado anteriormente, esta pesquisa teve como intuito identificar quais as medidas tomadas pelas empresas para evitar o desperdício de mão-de-obra e de materiais. Neste sentido, as principais informações obtidas foram:

3.1.1 Medidas para Evitar o Desperdício de Mão-de-Obra

Dentre as principais medidas apontadas pelo empresariado para evitar o desperdício de mão-de-obra, as mais frequentes foram: a inspeção dos funcionários (88,24%), o treinamento de pessoal (70,60%) e o aperfeiçoamento técnico (64,71%).

A inspeção dos funcionários refere-se a constante observação do mestre de obra com o intuito de evitar “corpo mole”, conforme palavras de um dos entrevistados. O primeiro lugar obtido por este item demonstra aspectos negativos como: a falta de confiança nos operários e a utilização de medidas corretivas ao invés de preventivas.

Destaca-se, também, a pequena porcentagem de empresas (17,65%) que visualizam a relação existente segurança no trabalho e a diminuição dos desperdícios.

Porém, os dois outros itens mais citados (treinamento de pessoal e aperfeiçoamento técnico) demonstram a preocupação do setor com o aperfeiçoamento da mão-de-obra e destacam-se como medidas importantes para que os desperdícios sejam reduzidos.

Outro aspecto altamente positivo utilizado por algumas empresas é o da preocupação com a manutenção da equipe de operários (29,41%) pois, de nada adianta treinar e aperfeiçoar a mão-de-obra se, após a conclusão de uma obra, os operários são demitidos.

Salienta-se que, das 17 empresas pesquisadas, duas (11,76%) não utilizam nenhuma medida para evitar o desperdício da mão-de-obra.

Todos os dados obtidos estão detalhados na Tabela 01 e na Figura 02.

 



3.1.2 Medidas para Evitar o Desperdício de Materiais

Pude constatar, analisando os dados obtidos (Tabela 02 e Figura 03) que, ao contrário do que ocorreu com as medidas utilizadas para evitar o desperdício de mão-de obra onde a inspeção dos funcionários destacou-se como a medida mais utilizada, nenhuma medida de redução de perdas com materiais teve percentual tão expressivo.

As medidas que apresentam maior frequência de utilização são: aperfeiçoamento técnico (52,29%), treinamento (41,18%) e, apenas em terceiro lugar encontra-se a fiscalização constante (35,29%).
Observa-se que a maioria das medidas utilizadas referem-se a aspectos ligados com a mão-de-obra (75%) e não aos aspectos diretamente relacionados com o desperdício de materiais (25%).
Os itens mencionados que referem-se especificamente ao desperdício de materiais são: reaproveitamento de materiais (41,18%), alteração de layout (5,88%) e melhor acondicionamento de materiais (5,88%).
Salienta-se que as duas empresas que não utilizam medidas para evitar o desperdício da mão-de-obra (11,76%), também não o fazem para evitar o desperdício de materiais.

 

 

4 CONCLUSÃO

Para finalizar este artigo será realizada uma comparação entre os dados obtidos, referentes às medidas utilizadas pelas empresas para reduzir desperdícios e os sete pressupostos propostos por SERPELL.

Identificou-se que as empresas utilizam medidas visando “atacar”, de forma incipiente, apenas três, dos sete, pressupostos de SERPELL, que são:

_ Problemas com os recursos humanos decorrentes da pouca especialização da mão-de obra e a alta taxa de turnouver. Tal conclusão decorre da menção aos seguintes itens: treinamento de pessoal, aperfeiçoamento técnico, manutenção da equipe e treinamento para conscientização;

_ Problemas com a segurança dos trabalhadores, apontado com o item fornecimento de segurança no trabalho;

_ Pouca vinculação da obra com as atividades consideradas de apoio com a menção das seguintes medidas: melhor acondicionamento dos materiais e alteração de layout.

Neste sentido, segundo SERPELL, os itens mais deficientes e que merecem atenção são:

- deficiências de projetos e planejamento;

- enfoque na prevenção e não correção de problemas;

- aprender com os erros cometidos;

- utilizar métodos de controle de custos para quantificar os “prejuízos”advindos do desperdício.
 
Enfatiza-se que esta comparação não visa criticar as medidas tomadas e nem apontar as falhas das empresas e sim, mostrar caminhos que não estão sendo utilizados e que podem facilitar a redução dos desperdícios.
Fonte:

Márcia Zampieri Grohmann
Universidade Federal de Santa Maria - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
 


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como fazer a instalação das telhas ecológicas!!

Conheça o processo adequado para a colocação das telhas Onduline


Do que adianta ter um telhado bonito se ele está instalado de forma incorreta gerando goteiras e vazamentos? A Onduline, multinacional francesa fabricante de telhas onduladas de fibra vegetal, oferece uma solução completa para telhados e um guia para auxiliar os profissionais da área telhadista na instalação do produto.

A instalação das telhas Onduline é simples e rápida. Começa com a verificação da inclinação, que é recomendada em 27%, e nunca menor do que 18%, para um melhor conforto térmico. Para calcular a inclinação de 27%, basta levantar 27 cm a cada metro.



Telha

Telha Onduline Clássica

As telhas Onduline estão disponíveis nas versões Clássica, Design Duo, Design 500 Duo e Onduvilla. Todas possuem os diferenciais de serem coloridas, ecologicamente corretas, econômicas, resistentes à ação dos raios UV e possuírem 15 anos de garantia de impermeabilização.

Um dado importante e que deve ser levado em consideração antes da instalação, é o espaçamento. A distância entre os ripões deverá ser de 45 cm (eixo) e de 1 m (eixo) entre os caibros. A estrutura do telhado, as bitolas e madeiramento, devem ser dimensionados de acordo com a norma vigente.

O desencontro das telhas no momento da montagem é essencial, pois evita que as bordas levantem com o vento. Lembrando que o lado da telha com a marca Onduline deve sempre ser voltado para cima e para a cumeeira, de forma a ser recoberto pela telha subsequente.

cumeira

Cumeeiras

A Cumeeira Onduline ajuda na vedação com seu sistema de encaixe de frisos em alto relevo, que propicia uma instalação exata e fácil, garantindo segurança no momento da construção dos telhados.



kit de fixação

Kit de fixação com parafusos

Para fixar às telhas, a empresa possui pregos, parafusos e anilhas para vedar as fixações, assim à água da chuva não entra. Como as telhas são muito leves há necessidade de se utilizar 20 fixadores por telha, seguindo o desenho apresentado que está presente no guia de instalação. O beiral pode ser de qualquer tamanho, desde que o madeiramento seja estendido, deixando um balanço de, no máximo, 7 cm do final do último ripão até o fim da telha.



onduclair

Telha transparente Onduclair

clarabóia

Clarabóia

Para quem pretende manter o ambiente arejado ou iluminado, pode aproveitar o momento da reforma ou construção do telhado para colocar acessórios como a Clarabóia ou a telha transparente de policarbonato Onduclair.

Além desses produtos, a Onduline oferece uma série de acessórios para suprir com eficiência todas as necessidades do mercado de construções leves, como o espigão e a passarinheira.

Sobre a Onduline

Criada em 1950 na França, o Grupo Onduline – o maior fabricante de telhas de fibra vegetal do mundo – nasceu com o objetivo de suprir a necessidade do mercado por uma telha mais leve, resistente, flexível e durável.

A empresa atua na indústria de construção civil com produtos sustentáveis dentro do seu processo de produção, utilizando recursos que são reciclados e reaproveitados. Na fábrica, por exemplo, o consumo total de energia é de 2,8 kwhpor m² de telha (energia elétrica e gás natural). A água é reaproveitada, pois o circuito é fechado, havendo apenas a reposição do que é evaporado.

Hoje, a Onduline possui 40 filiais internacionais e 10 fábricas em funcionamento em vários países, como França, Itália, Malásia, Turquia, Espanha, Polônia, Brasil, Estados Unidos e Rússia. Seus produtos são comercializados em mais de cem países, o que significa presença em 85% de participação nas vendas mundiais.

A fábrica brasileira da Onduline foi inaugurada em Juiz de Fora em maio de 2006. O objetivo era trazer ao mercado brasileiro uma telha leve e ecológica.

O Grupo Onduline prioriza questões fundamentais como design, meio ambiente, eficiência e versatilidade. Por isso, é muito mais do que uma simples marca de telhas. É a marca da inovação em cobertura, sem deixar de lado a questão da sustentabilidade. A empresa oferece soluções completas, tanto para novos projetos quanto para reformas, sub e sobre coberturas de telhados.
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Papelão é alternativa rápida e limpa na construção civil

O uso do papelão na construção civil pode representar uma alternativa que proporciona mais rapidez na obra, e com um processo mais leve e salubre.
 
Se não diretamente para moradias, o material oferece uma solução rápida e segura para construções de apoio nos canteiros de obras, pequenos depósitos e outros "puxadinhos".
Reciclagem fácil
A utilidade e a segurança do papelão para a construção civil estão sendo demonstradas por pesquisas que estão sendo realizadas no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP.
De acordo com a pesquisadora Gerusa Salado, os estudos com o papelão já vêm sendo desenvolvidos no Japão. "No Brasil, esse tipo de pesquisa ainda é inédito," afirma.
A escolha do papelão levou em conta critérios como reciclagem e produção de celulose e do próprio papelão, matérias-primas abundantes no Brasil.
"O papelão, além do fato de poder ser reciclado várias vezes, não precisa de um grande processo de transformação para a reciclagem. Basta triturá-lo e misturar com água", descreve Gerusa.
Construção experimental
Para testar a eficácia do uso do papelão na construção civil, os pesquisadores construíram uma célula-teste.
Esta "construção experimental", como foi denominada, possui o formato de um cubo medindo cerca de 3x3x3 metros (m), equivalente a um volume de 27 metros cúbicos (m3). Em uma de suas paredes há uma janela. Na outra, uma porta.
Gerusa explica que as outras duas paredes são "paredes cegas", ou seja, sem qualquer tipo de abertura. Inicialmente, a pesquisadora desenvolveu na célula-teste as vedações, que são o objeto principal de sua pesquisa.
Gerusa conseguiu construir uma parede de 1 m linear, com tubos de 10 cm de diâmetro, sem resina ou impermeabilizantes.
A estrutura, segundo ela, resistiu até 5,0 toneladas. Utilizando a resina impermeabilizante, a mesma estrutura teve sua resistência aumentada, suportando até 6,0 toneladas.
Esta mesma resina também torna o material resistente às chuvas e à umidade. "Nossa construção experimental tem resistido a todas as fortes chuvas desses últimos tempos", conta a pesquisadora.
Em relação ao fogo, ela alerta que o material ainda precisa ser avaliado em relação ao tempo que o papelão pode levar para ser incinerado e se o fogo pode se extinguir sozinho - estes testes são realizados em laboratório e seguem normas técnicas nacionais e/ou internacionais. "Sabemos que todos os materiais de construção são suscetíveis ao fogo, mas neste caso, precisamos averiguar se o tempo de propagação de um incêndio acidental possibilita que os usuários desocupem a edificação", diz Gerusa.
Vantagens das construções de papelão
Os estudos realizados já têm dado frutos, segundo a pesquisadora. "Já é certeza que a estrutura poderá ser aplicada em edificações térreas".
O intuito das pesquisas, segundo Gerusa, é que a estrutura possa vir a ser utilizada para habitações ou não, além de outros tipos de construções como edifícios, como uma possibilidade de substituição de materiais de alvenaria.
Entre as principais vantagens na utilização do papelão na construção civil, Gerusa destaca o uso de uma fundação apenas superficial e não subterrânea, pois a construção é leve. A construção de imóveis com este material é bem mais rápida do que os métodos convencionais porque é feita num sistema construtivo pré-fabricado.
"Além disso, os tubos de papelão são ocos, facilitando a instalação dos sistemas hidráulicos e elétricos, não havendo necessidade de quebrar paredes. Todo o processo é limpo e salubre podendo ser desmontado e remontado a qualquer tempo", garante a pesquisadora.
O custo de uma parede de papelão em relação à de alvenaria convencional por enquanto é proporcional, mas Gerusa lembra de alguns fatores que podem torná-lo um potencial material concorrente à alvenaria, como impostos adequados a construção civil, produção não só dos tubos, mas também de módulos pré-fabricados em larga escala.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Qual ar condicionado devo usar!!!



Se você esta pensando em colocar um ar condicionado em sua casa ou escritório não esqueça de dar uma olhada neste artigo interessante!!


Tendo como base a presença de duas pessoas no ambiente podemos seguir a seguinte tabela:

Tamanho do Ambiente
Sol de Manhã
Sol à Tarde ou o Dia Todo
até 10 m2
até 7.500 BTU's
até 7.500 BTU's
12 m2
7.500 BTU's
10.000 BTU's
15 m2
10.000 BTU's
10.000 BTU's
20 m2
12.000 BTU's
12.000 BTU's
25 m2
12.000 BTU's
15.000 BTU's
30 m2
15.000 BTU's
18.000 BTU's
40 m2
18.000 BTU's
21.000 BTU's
50 m2
21.000 BTU's
30.000 BTU's
60 m2
21.000 BTU's
30.000 BTU's
70 m2
30.000 BTU's
30.000 BTU's

Para cada pessoa ou equipamento eletrônico a mais no ambiente acrescentar 600 BTU's.

Se preferir realizar um cálculo mais personalizado pode-se utilizar a regra de 600 BTU's por m² (metro quadrado) para até duas pessoas, e mais 600 BTU's por pessoa ou equipamento que emita calor no ambiente. Por exemplo, em um quarto de 12m² em que durmam duas pessoas e possua um aparelho de televisão que fica ligado durante boa parte da noite, o cálculo seria: 12m² x 600 = 7200 + 600 = 7800 BTU's.

Caso o ambiente sofra com a exposição ao sol, o cálculo deve ser feito com 800 BTU's por metro quadrado para até duas pessoas. Aparelhos adicionais e outras pessoas continuam acrescentando 600 BTU's ao resultado final. No exemplo acima teríamos: 12m² x 800 = 9600 + 600 = 10200 BTU's.

A capacidade correta trará como benefício um ambiente mais agradável e economia de energia elétrica, uma vez que o aparelho de ar condicionado poderá interromper seu funcionamento durante uma maior parte do tempo se comparado a um aparelho de menor capacidade para o mesmo ambiente.
Fonte